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REACT Cidade Invisível

ATENÇÃO, ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS!

Sucesso da Netflix, a série brasileira foi lançada no início de fevereiro na plataforma de stream e já está conquistando corações mundo afora. 

Cidade Invisível conta a história de um detetive, atormentado pelas investigações de um assassinato, que se envolve em uma batalha entre o mundo visível e um “universo paralelo” de criaturas folclóricas.

Antes de falarmos sobre a série e os seres retratados nela, precisamos falar da importância de globalizar a cultura brasileira. Os contos do folclore brasileiro vem se perdendo entre nós anos após ano e reavivar essa cultura trazendo os contos para os tempos modernos, foi uma jogada fantástica dos escritores Raphael Draccon e Carolina Munhoz.

A quantidade e qualidade de efeitos especiais trabalhados na série é fantástica! E a parte principal, os personagens folclóricos, Cuca, Iara, Boto Cor-de-Rosa, Saci Pererê, Tutu Marambá e Curupira.

Além de contar suas histórias, a série utiliza essa mistura entre modernidade e folclore para retratar e levantar o debate sobre a necessidade de cuidarmos de nossa fauna e flora e preservar nossa ancestralidade. Esse cuidado e carinho da natureza que foi perdido, é firmemente exigido e protegido por esses seres mitológicos.

Mas vamos aos fatos. Esses seres, que são tratados como fantasias, são na verdade os seres místicos e sagrados do planeta que têm por sua essência proteger a mãe natureza.

Os seres folclóricos se assemelham muito com os Seres Encantados, a diferença é que eles então no nosso plano/dimensão mas ficam em outra frequência energética. Eles possuem uma relação de cuidado e proteção especial com a natureza, são guardiões que são “especializados” em cada parte do planeta.

Saci, Curupira, Iara, Boitatá, Caipora e outros são seres guardiões especializados nas pessoas, fauna, flora e realidade brasileira, assim como Leprechaun, Pé Grande, fadas, dragões chineses, Bicho Papão e outros são especializados nas pessoas, fauna, flora e realidade de suas regiões.

Aqui na Casa de Miguel temos cursos que nos permitem aumentar nossa conexão sutil para entrarmos em contato com esses seres. Aprendendo suas forças, suas características, seus mistérios, suas magias e como podemos auxiliá-los nessa função como guardiões da natureza.

Assista também o React de Cidade Invisível pelo Facebook, Instagram e Youtube! Todo mês analisaremos um filme novo, não deixe de acompanhar!

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React Soul

ATENÇÃO, ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS!

A Pixar já tratava de assuntos para adultos desde o início de suas produções, mas de modo tímido, inseridos em situações cotidianas e por isso, exploram emoções universais como anseios, amor, saudades e raiva.

Recentemente o estúdio mergulhou em questões mais profundas das inquietações adultas com seus últimos lançamentos, que nem se parecem com produções feitas só para crianças. Falam da morte, depressões e perdas de uma maneira não medrosa e é uma das grandes sacadas da companhia para introduzir o tema no universo infantil e proporcionar uma mudança no inconsciente coletivo ao trazer essa normalização desde a infância. A expectativa é que um dia essa juventude se torne adultos menos complexados com esses assuntos da alma.

No filme Soul, lançado em janeiro de 2021 na plataforma Disney+, o estúdio faz uma imersão espiritual profunda e aborda questões metafísicas trazendo conceitos sobre morte, alma, vida após a morte e etc.

No longa, Joe Gardner, o primeiro protagonista negro da Pixar, morre logo antes do show que definiria sua carreira de músico e, ao se ver indo em direção ao “além vida”, ele tenta fugir para voltar à Terra. E assim acaba caindo no “pré vida”, um lugar onde as almas estão sendo preparadas e moldando sua personalidade para então acharem seu propósito de vida e ganharem seu passe para a Terra.

Vamos analisar então algumas dessas informações conceituais que são passadas nos primeiros vinte minutos de filme: 

Depois que morremos, nossa alma é atraída para um lugar cheio de luz que é chamado de “além vida”, o lugar onde as almas se tornam parte dessa Luz. Joe tem a sensação de que, ao se tornar a Luz, ele irá “morrer”, como se a existência dele fosse sumir. Essa sensação e pensamento é algo que realmente “assombra” muitas pessoas, desencarnadas ou não. O que e quem seremos quando morrermos? Seremos mais do que somos hoje ou seremos “dissolvidos” em um coletivo? Infelizmente essa resposta não é trabalhada no filme.

Ao fugir da Luz, Joe “cai” e vai passando por diversas faixas de frequências e sintonias, que podemos também chamar de dimensões. Sabemos que essas dimensões e frequências realmente existem e podemos “viajar” por elas quando elevamos nossa sintonia e movimentamos nossa consciência pelo universo e podemos fazer isso através de meditações ou até, como mostrado no filme, quando praticamos alguma coisa que nos dê prazer.

Joe se encontra depois na dimensão do “pré vida” onde conhece Zé, que se autodenomina a “combinação de todos os campos quantizados do universo”, Zé também diz que se apresenta de uma forma que os humanos consigam vê-la mas ao longo do filme vemos também que Zé é mais que apenas um ser, que Zé são vários e ao mesmo tempo um, que controla, organiza e sustenta o universo. Alguma semelhança com o conhecimento que temos sobre Deus? 

No filme também é explicado que a nossa “personalidade” e nossos “dons” já nascem com a gente, são informações que estão presentes na nossa alma e, portanto, não são coisas que desenvolvemos em vida. Conquistamos essas virtudes ao longo do tempo para podermos desfrutar a vida na Terra.

Como é tratado no filme, o nosso passe para a vida, ou melhor, a nossa “missão” é o que nos inspira e nos motiva. E nossa missão pode ser tudo! Tanto é que o salão onde são apresentadas as missões se chama “Salão de Todas as Coisas”. Então, não acredite que sua missão tem ligação com o seu trabalho ou com voluntariado, sua missão é o que te faz sentir vivo, o que te conecta com sua essência, o que te dá brilho nos olhos.

E sim, tudo isso em só vinte minutos! Apesar de trazer todo o conteúdo de forma leve e sutil, o filme trata de assuntos mais contundentes da nossa criação, do nosso viver. É uma questão que nós adultos ficamos o tempo todo pensando e buscando respostas.

Enquanto crescemos precisamos desenvolver esses pensamentos, entendimentos e reflexões sobre a vida e, além de ouvir os ensinamentos dos nossos pais, avôs e mentores, precisamos ter experiências que realmente nos marquem e mude nosso entendimento da vida, nos conduzindo para algo mais significativo do que apenas nascer-crescer-morrer.

A Pixar, ao trazer questões fundamentais sobre a existência humana, colocando o dedo nas nossas feridas, auxilia os pais nessa difícil missão que é oferecer esse “manual das realidades” – felizes e infelizes – da vida. 

Mergulhar no entendimento da morte é um caminho para o desenvolvimento de apreciar a própria companhia, e a Pixar encontrou uma linguagem madura e delicada para tratar desses assuntos.

Em Soul, interligada à ideia da morte, uma segunda reflexão que é posta para nós é “do que vale estar vivo?”. Num primeiro momento o protagonista acredita que seu propósito em vida é ser músico, e o desenrolar da história aponta para as experiências humanas, consideradas corriqueiras, que são realmente a verdadeira explicação para estarmos vivos. 

Já que, segundo o conceito do filme, quando somos almas, não temos paladar, olfato ou tato, e por isso, a mensagem que fica é que devemos apreciar enquanto encarnados tudo o que podermos saborear, cheirar e sentir. Desfrute dessas pequenas sensações, essa é a razão de estarmos aqui na Terra. Sentir! Não se prive das sensações e das emoções, isso é viver. O desfrutar de uma brisa suave, das gotas de chuva, do prazer de estarmos juntos, dos sabores da vida.

“Vale a pena morrer por esse negócio de viver?”, se pergunta a alma 22 no filme. Se Joe, que teve uma vida considerada banal pela personagem, quer tanto voltar à Terra, deve mesmo valer.

Assista também o React de Soul pelo Facebook, Instagram e Youtube! Todo mês analisaremos um filme novo, não deixe de acompanhar!