Fundamentos e Princípios Éticos

Fundamentos

  • Capacidade individual: “Cada um de nós foi criado com uma missão.”
    Isso quer dizer que nós podemos e devemos desenvolver as capacidades individuais necessárias para nos conectarmos ao Plano Superior. Quanto mais desenvolvidas forem nossas capacidades, maior compreensão teremos a respeito de nossa missão espiritual, bem como dos acontecimentos quotidianos, bons ou ruins, sabendo como lidar melhor com eles.
  • Ressonância coletiva: “Somos centelhas individuais provenientes de um grande foco de luz coletivo.”
    Pode parecer paradoxal, mas apesar de termos que desenvolver nossas capacidades individuais, também fazemos parte desde a nossa origem de um todo psiquico-energético humano, ao qual devemos respeitar e contribuir, já que tudo o que fazemos ressona no nosso universo individual e ao mesmo tempo no universo coletivo humano.

 

7 Princípios

  • A Responsabilidade está ligada ao Arcanjo Uriel, que nos ensina que tudo o que um indivíduo faz está energeticamente ligado a ele, portanto, é de sua responsabilidade. Assim, tanto o “ônus” quanto o “bônus” por suas ações e intenções recaem sobre si, sempre. Por consequência, cada indivíduo deve compreender profundamente que é o único responsável por tudo o que atrai para sua vida, mesmo que outros sejam as causas aparentes.
  • A Instrução é necessária para a evolução. Este princípio está ligado ao Arcanjo Zadkiel e demonstra que aprender é o principal mecanismo para se obter bom-senso. O discernimento vem através do exercício daquilo que se conhece e sabe. Além disso aprender e ensinar faz parte da evolução, pois quem sabe menos, sempre sofre mais por não saber e quem sabe mais e não ensina, entra em um processo de paralisia e sua evolução é bloqueada.
  • A Solidariedade é um princípio regido pelo Arcanjo Raphael e trata da capacidade de perceber o sofrimento dos outros e criar mecanismos para auxiliar. Sem dúvidas sabemos que cada um “colhe o que plantou”, mas também faz parte do nosso crescimento consciencial aprender a ajudar, sem se prejudicar. Seja para uma pessoa ou grupo social, diminuir a vulnerabilidade e criar uma atmosfera que favoreça a superação das adversidades é papel fundamental do arcangelista.
  • O Universalismo é regido pelo Arcanjo Gabriel. Ele nos mostra que aprender a conviver com as diferentes visões místicas, filosóficas e religiosas nos mantém sob uma perspectiva humilde, reconhecendo que ainda não conhecemos toda a verdade, nos direcionando ao crescimento contínuo. Além disso, o universalismo é uma linguagem espiritual que remove as fronteiras, nos permitindo compartilhar e receber uns com os outros.
  • A Honra é o princípio do Arcanjo Miguel que se faz muito necessário em momentos como este, onde a mentira e a corrupção dominam parte da humanidade. Não adianta haver uma ética, moral ou lei escrita, se ela não for praticada. Honrar sua palavra e seus compromissos assumidos é extremamente necessário para que haja evolução. Sem honra e utilizando-se de subterfúgios inescrupulosos no dia-a-dia, o indivíduo certamente está fora da condição ética mínima deste novo milênio.
  • A Fraternidade, regida pelo Arcanjo Ezequiel, já demonstrou ser a porta para o crescimento da humanidade, pois quando as pessoas se reconhecem como iguais em direitos, mesmo que diferentes em características e experiências, naturalmente surgem harmonia, respeito e equidade de tratamento. Discriminações por raça, credo, condição sexual, condição social, sexismo, dentre outros, demonstram o atraso evolutivo ao qual um indivíduo pode se encontrar.
  • A Liberdade promovida pelo Arcanjo Haniel nos conscientiza sobre a condição nata de todo ser humano de ter independência física, psicológica e espiritual, ou seja, para fazer uso do seu livre-arbítrio. Quando o indivíduo atinge a compreensão de que, dentro da esfera humana, sempre poderá escolher e criar o seu caminho, passa automaticamente a se ver livre das amarras sociais e psicológicas que o doutrinaram à servidão. Cada um pode e deve buscar suas próprias respostas.

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Notas sobre nossa conduta:

  • Respeitamos outras culturas, filosofias, religiões e doutrinas que tenham princípios distintos ou sejam flexibilizações destes, além do fato de que para alguns dos participantes da Casa de Miguel, esses outros princípios sejam relevantes a ponto de fazerem parte de seus modos de vida, entretanto, os 2 Fundamentos e os 7 Princípios acima são os alicerces que baseiam o trabalho da Casa de Miguel e serão encontrados em nossas atitudes, comportamento e tratamento uns para com os outros.
  • Na Casa de Miguel são reunidas pessoas de todos os credos, raças, orientação sexual, naturalidade (terra natal), condição física e social, num ambiente onde os Poderes e Mistérios Divinos são pulsantes, gerando o aprendizado necessário e a proteção espiritual que cada um necessita.
  • Portanto, não admitimos em nosso espaço físico a ocorrência de atos de preconceito, condutas desagregadoras, expressões radicalistas de partidarismo político, comportamento libidinoso, atos de violência ou que coloquem em risco a integridade física, intolerância religiosa, comportamento ofensivo e/ou vexatório, comércio de produtos sem autorização, uso de drogas ou álcool ilícitos, sendo que para todos essas possibilidades os causadores estarão passíveis de expulsão da egrégora.
  • Respeitamos o direito que cada pessoa tem em ter sua própria opinião sobre quaisquer assuntos, porém, com a finalidade de manter a coesão ideológica de nosso trabalho, segundo os preceitos indicados pelas entidades espirituais que nos orientam, nos reservamos ao direto de expulsar ou não admitir membros que comprovadamente pratiquem alguma das condutas citadas no parágrafo acima.
  • Pessoas que apresentem distúrbios psiquiátricos, ou seja, que suas manifestações não sejam de ordem espiritual e sim provenientes de deficiências biológicas, serão amparadas por nós como consulentes e, junto aos familiares, serão encaminhadas aos profissionais da medicina. Por esse motivo, até que estejam comprovadamente equilibradas, não serão admitidas nos estudos e/ou trabalhos mediúnicos aos quais teriam participação ativa (trabalhando como médium ou similar).