Bezerra de Menezes

 

Compreendo a maior reserva na aceitação de uma ideia nova; mas não compreendo a repulsão sistemática de toda ideia nova.
‘Bezerra de Menezes’

Foram palavras do próprio Bezerra de Menezes, ao proceder a leitura de monumental obra (O Livro dos Espíritos -1875) :

“Lia, mas não encontrava nada que fosse novo para meu espírito, entretanto tudo aquilo era novo para mim […]. Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no Livro dos Espíritos […]. Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou mesmo, como se diz vulgarmente, de nascença”.

Daí por diante Bezerra de Menezes foi o catalisador de todo o
movimento espírita na Pátria do Cruzeiro, exatamente como preconizara Ismael. Com sua cultura privilegiada, aliada ao descortino de homem público e ao inexcedível amor ao próximo, conduziu o barco de nossa doutrina por sobre as águas atribuladas pelo iluminismo fátuo, pelo cientificismo presunçoso, que pretendia deslustrar o grande significado da Codificação Kardequiana.
Presidente da FEB em 1889, ao espinhoso cargo foi reconduzido em
1895, quando mais se agigantava a maré da discórdia e das radicalizações no meio espírita, nele permanecendo até 1900, quando desencarnou.

Fonte: Texto incluído nas obras que integram a Coleção Bezerra de
Menezes, publicada pela FEB.

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